outubro 26, 2003

Bruxedos

Mudou a hora mas não mudaram os hábitos.
O café da manhã de domingo e a leitura dos matutinos têm um outro sabor.
O DN sabe disso e oferece-nos 1.000 caracteres, servidos pelo teclado de Ruben de Carvalho.

A crónica é pequena mas a mestria está em dizer muito em poucas palavras.
Como alguém nos ensinou: "escrever bem é dizer o que se quer com o menor número de palavras", e Rubem escreveu...

Bruxedos

Por mim, dou-me por satisfeito.

Foi uma semana em cheio.

Inaugurou-se a estereofonia em directo no Largo do Rato, com o secretário-geral a falar à Comissão Política e o Dr. Santos Silva a dizer o mesmo aos jornalistas. Tecnicamente não foi muito sofisticado, mas o princípio é inovador até ao pasmo.

Tivemos igualmente a TVI a proporcionar a primeira masturbação ao vivo em telejornal.

Um momento de enorme riqueza informativa, grande significado deontológico e rara elevação moral.

A embrulhada da Portucel, por outro lado, continua a prometer.

Finalmente, o Panteão Nacional foi cedido para o lançamento do último livro de Harry Potter, ali se reconstituindo a aula de bruxaria frequentada pelo protagonista.

Infelizmente, só alguns eleitos munidos de convite puderam assistir a esta magnífica expressão de bom senso e, sobretudo, de bom gosto.

Porque a verdade é que andamos todos a precisar de ir à bruxa.

Publicado por dizerbem em outubro 26, 2003 03:27 PM
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